O AVCB do imóvel é o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros referente a uma edificação ou área de risco. Em São Paulo, registra o atendimento às exigências de segurança contra incêndio verificado na vistoria técnica. Ao receber uma cópia, confira se ela corresponde ao endereço e ao uso atual do espaço.
Para quem vai ocupar, alugar ou administrar um imóvel, a primeira tarefa é relacionar o arquivo recebido ao local. Um nome comercial parecido ou uma foto da fachada não basta para essa conferência. Peça a cópia completa, leia os dados e anote o que precisa de esclarecimento antes de arquivá-la como documento atual.
O que comparar no AVCB do imóvel recebido
Abra o arquivo inteiro, inclusive páginas adicionais e observações. Se recebeu uma imagem cortada por mensagem, solicite uma versão legível. Evite transcrever o número a partir de uma foto desfocada ou preencher por conta própria um campo que não consegue ler.
- Identificação: confira o tipo e o número da licença, sem confundir o número do processo com o documento emitido.
- Localização: compare município, logradouro, número e complemento disponíveis com o espaço analisado.
- Abrangência: identifique a edificação, unidade ou área de risco a que o documento se refere.
- Ocupação: confronte a atividade e as características descritas com o uso atual.
- Vencimento e observações: leia as datas e as condições registradas na cópia integral.
Em uma galeria ou condomínio, o endereço pode ser compartilhado por várias unidades. Pergunte à administração qual documentação corresponde ao prédio e qual corresponde à atividade instalada. Se a abrangência não estiver clara, leve a dúvida ao responsável técnico, com a licença e a identificação da unidade.
Se houve alteração de nome da rua ou renumeração, reúna os registros que permitam esclarecer a diferença. Preserve a versão recebida: alterar o PDF para deixá-lo igual ao endereço atual prejudica a conferência. A correção ou atualização deve seguir a orientação do órgão competente.

Validade do AVCB: qual data deve orientar a conferência?
Leia o vencimento no documento e confirme o registro oficial. O artigo 8º do Decreto paulista nº 69.118/2024 remete os prazos às Instruções Técnicas. A validade do AVCB não deve ser calculada por um prazo único aplicado a qualquer imóvel.
Registre a data em um controle acessível à pessoa que acompanha a documentação. Inclua também quem forneceu a cópia e quando ela foi conferida. Se houver duas versões com vencimentos diferentes, peça esclarecimento sobre a atual e mantenha as anteriores identificadas como histórico.
Um protocolo de solicitação precisa ficar separado da licença emitida. Quando a cópia estiver vencida, peça informações sobre o andamento da regularização e sobre o documento disponível. Uma previsão verbal de emissão não é confirmação da validade do AVCB.
Consulta do AVCB: confirme o arquivo no canal oficial
A página de consulta de licença do Via Fácil Bombeiros pede o tipo, o número e a confirmação por captcha. Selecione a modalidade que consta no arquivo; a tela também oferece CLCB e TAACB. O próprio serviço limita a pesquisa às licenças emitidas pelo sistema Via Fácil.
Na consulta do AVCB, compare o retorno com a cópia que recebeu. Confira os dados disponíveis e registre a data da pesquisa. Se a licença encontrada corresponder a outro endereço, mantenha a divergência anotada e peça esclarecimento a quem enviou o arquivo.
Resultado vazio não comprova, sozinho, que a licença inexiste. Revise o tipo escolhido, a digitação e a legibilidade do número. Um documento emitido fora do sistema pode não estar abrangido pela pesquisa. Se o portal estiver indisponível, a falha também não permite concluir que o imóvel está irregular.
Quando a dúvida persistir, encaminhe o documento e a descrição do problema ao Serviço de Segurança contra Incêndio, pelos canais oficiais. O artigo de consulta no Via Fácil Bombeiros detalha esse assunto. Não compartilhe sua senha pessoal com terceiros para uma pesquisa pública.
O imóvel mudou de uso ou de layout?
Reforma que altera o leiaute, mudança de ocupação e ampliação estão entre as situações previstas no artigo 4º do regulamento paulista. O vencimento futuro, por si só, não resolve a análise dessas mudanças. Reúna as informações e procure avaliação do responsável técnico.
Descreva o que mudou: uma sala virou depósito, divisórias foram instaladas ou a atividade passou a receber público, por exemplo. São situações ilustrativas para orientar a conversa, sem determinar automaticamente a solução. O profissional precisa conhecer o espaço e o processo para avaliar as providências.

Prepare para essa avaliação a cópia da licença, os desenhos disponíveis e o histórico da alteração, com datas conhecidas e fotos pertinentes. Informe também se o serviço ainda está planejado ou se já foi executado. Não esconda uma reforma porque o documento anterior ainda está no prazo.
Se o parecer indicar atualização do processo ou adequações, guarde a orientação e acompanhe as pendências com quem ficou encarregado. Comprar equipamentos por conta própria antes dessa definição pode deixar a necessidade principal sem atendimento.
Como organizar a documentação entre proprietário e usuário
O artigo 15 do decreto atribui deveres ao proprietário ou usuário, incluindo manter a licença vigente, ressalvadas as dispensas. A divisão de despesas entre locador, locatário e condomínio depende do caso; não se resolve apenas pelo nome de quem encaminhou o arquivo.
Na passagem de gestão ou entrega de um espaço, combine por escrito quem reúne os documentos, quem acompanha o processo e como as pendências serão comunicadas. Essa organização permite cobrar uma resposta objetiva quando falta uma cópia, sem confundir a rotina administrativa com uma definição jurídica sobre quem paga.
- Mantenha uma pasta por endereço e unidade, com a licença atual identificada.
- Separe licenças emitidas, protocolos, exigências e registros de manutenção.
- Guarde o histórico de mudanças e as orientações técnicas recebidas.
- Restrinja o acesso aos dados pessoais e envie somente o necessário a cada prestador.
Ao entregar o imóvel a outra equipe, informe quais documentos foram conferidos e o que ficou pendente. Distinguir uma licença vencida, uma divergência de endereço e uma consulta sem resultado ajuda o próximo responsável a tratar cada situação pelo caminho adequado.
Equipamentos e manutenção após a avaliação
Com as necessidades do imóvel definidas, consulte o catálogo de equipamentos da Dig Fire. Para manutenção em São Paulo, apresente ao atendimento os equipamentos envolvidos e as pendências documentadas, quando disponíveis.
A compra ou a manutenção de um equipamento não substitui a licença emitida pelo Corpo de Bombeiros. Guarde os registros do serviço junto ao arquivo do imóvel e encaminhe ao responsável técnico as informações necessárias para acompanhar as adequações.
A mesma empresa vende e recarrega o extintor.
Fundada em 2003, a Dig Fire tem registro no Inmetro nº 001849/2012 para manutenção de extintores no mesmo endereço da loja, no Parque Regina, Zona Sul de São Paulo.


