A rotina de prevenção e combate a incêndio reúne o controle de riscos, a conservação das medidas de proteção e a preparação das pessoas para uma emergência. No estabelecimento, isso exige conferências com responsáveis definidos, registro de falhas e acompanhamento das correções.
Quem administra uma loja, empresa ou condomínio precisa saber onde há pendências e quem vai resolvê-las. O roteiro abaixo organiza cinco conferências de gestão, sem ensinar a operar equipamentos ou substituir o treinamento de quem responde ao incêndio.
Prevenção, proteção e resposta têm funções diferentes
- Prevenção: reduzir as condições que podem iniciar um incêndio, como instalações improvisadas e armazenamento inadequado de materiais.
- Proteção: conservar os recursos previstos para o local, incluindo saídas, sinalização, iluminação de emergência e equipamentos de detecção ou combate.
- Resposta: executar as ações previstas para alertar as pessoas, abandonar o local e acionar o socorro, conforme a preparação da equipe.
A rotina de prevenção e combate a incêndio depende das características da edificação. Em São Paulo, o Decreto estadual nº 69.118/2024, artigo 19, considera uso, altura, carga de incêndio, área, lotação e riscos especiais para determinar as medidas. Comprar um conjunto genérico de produtos não resolve essa avaliação.
5 conferências para a prevenção e combate a incêndio
Organize a rotina de prevenção e combate a incêndio a partir dessas conferências. A frequência de cada atividade deve seguir o plano do local, as instruções dos fabricantes e os requisitos aplicáveis. Mudanças de layout, ocupação ou armazenamento também precisam entrar na avaliação.
1. Identifique mudanças nas fontes de risco
Compare o uso atual dos ambientes com o que foi previsto: há um novo equipamento, aumento de estoque ou área que passou a guardar inflamáveis? Uma sala transformada em depósito pode exigir revisão das medidas de proteção. Leve a mudança ao responsável técnico antes de tratar a compra de um extintor como solução suficiente.
Na conferência visual, registre cabos danificados, ligações improvisadas e materiais acumulados junto a fontes de calor. Encaminhe a correção à manutenção responsável; não abra quadros elétricos nem altere instalações por conta própria. A checagem serve para identificar uma pendência, sem fazer diagnóstico elétrico.
2. Mantenha as rotas de fuga utilizáveis
Percorra as rotas de fuga previstas e confira se entregas, mobiliário ou materiais de limpeza ocupam a passagem. A NR-23, itens 23.3.3 a 23.3.5.1, exige saídas para abandono seguro, sinalização e passagens desobstruídas. Durante a jornada, as saídas de emergência não podem ficar fechadas à chave ou presas; o travamento deve permitir fácil abertura pelo interior.
Observe também se as placas continuam visíveis depois de uma reforma ou mudança de prateleiras. Registre danos em portas e iluminação para avaliação. Na gestão das rotas de fuga, uma foto do corredor livre ajuda a documentar a correção de uma obstrução, mas não comprova dimensionamento, resistência da porta ou autonomia da luminária.

3. Acompanhe a manutenção dos equipamentos de incêndio
Confira se há acesso aos extintores, abrigos e acionadores. Na manutenção dos equipamentos de incêndio, relacione cada aparelho ao seu registro de serviço: localização, identificação, última intervenção e próxima ação indicada. Peças ausentes, avarias ou etiquetas ilegíveis devem gerar encaminhamento à empresa responsável.
A manutenção dos equipamentos de incêndio precisa respeitar cada sistema. Para extintores, a orientação do Inmetro sobre recarga e manutenção, atualizada em julho de 2026, distingue inspeção e níveis de manutenção, com condições próprias para CO₂. A primeira manutenção de segundo nível ocorre ao fim da garantia do fabricante; essa informação não dispensa inspeções nem atendimento de uso ou irregularidade.
Não abra, descarregue ou pressurize um equipamento para conferir seu estado. Ao contratar o serviço, peça a identificação dos aparelhos atendidos e o registro do que foi executado. O artigo sobre manutenção de extintores de incêndio detalha esse encaminhamento.
4. Confira se as pessoas conhecem o procedimento do local
Inclua quem entrou recentemente na equipe e quem trabalha em outro turno. Verifique se os trabalhadores sabem reconhecer o alarme, localizar a saída prevista e a quem comunicar uma emergência. Confirme como visitantes recebem orientação e como o plano contempla pessoas que precisam de assistência.
A NR-23, item 23.3.2, exige informação a todos os trabalhadores sobre equipamentos de combate, resposta a emergências, evacuação segura e alarmes. Defina no plano quem precisa de treinamento específico e mantenha os registros. Ler uma orientação ou conhecer o endereço do extintor não habilita uma pessoa a enfrentar fogo.
Se houver dúvidas sobre os dispositivos instalados, consulte os documentos e o prestador responsável pelo sistema de detecção e alarme de incêndio. Os testes devem ser planejados conforme o sistema, com comunicação aos envolvidos, para que uma falha ou um disparo não fique sem tratamento.

5. Cruze documentos com a situação encontrada
Reúna o projeto ou a documentação técnica disponível, a licença aplicável, os relatórios de serviços e os registros de treinamento. Verifique se a identificação dos ambientes e equipamentos ainda corresponde ao local. Uma intervenção registrada em outro aparelho não comprova o atendimento daquele que está na parede.
Em São Paulo, o artigo 15 do Decreto nº 69.118/2024 atribui ao proprietário ou usuário a manutenção e os testes periódicos com relatórios, o treinamento dos ocupantes e a atualização da brigada e dos planos. Também exige licença vigente, ressalvadas as dispensas previstas. Para imóveis de outros estados, confira a regulamentação do Corpo de Bombeiros competente.
Como registrar pendências na prevenção e combate a incêndio
Um registro simples pode ligar a conferência à solução. Para cada ocorrência, anote:
- Local e equipamento envolvidos, com identificação quando houver.
- Problema observado e data da conferência.
- Pessoa ou empresa responsável pelo encaminhamento.
- Ação definida e prazo acordado com o responsável.
- Comprovação da correção e quem conferiu o resultado.
Se uma entrega bloquear as rotas de fuga, por exemplo, registre a retirada das caixas e ajuste o ponto de recebimento para evitar que a obstrução volte. Esse é um exemplo de organização da rotina, sem depender de ensaio técnico. Já uma luminária avariada precisa de avaliação e serviço antes de encerrar a pendência.
Quando faltarem relatórios ou não for possível identificar um equipamento, marque a situação como pendente. Não preencha uma data presumida para completar a planilha. Na manutenção dos equipamentos de incêndio, o histórico precisa permitir que o prestador entenda o que foi encontrado e o que já foi feito.
Em caso de incêndio, como acionar a emergência?
Acione o Corpo de Bombeiros pelo 193. O serviço oficial de pronta resposta de São Paulo informa que o chamado é telefônico e não exige apresentação de documentos. Informe endereço, ponto de referência e o que está ocorrendo; responda às perguntas do atendente.
Siga o plano de emergência e a orientação da equipe responsável pelo abandono. O protocolo de segurança do CBPF, como exemplo institucional, orienta a tratar o alarme como situação real, usar uma rota segura, evitar elevadores e aguardar autorização para retornar. O ponto de encontro e as responsabilidades precisam ser definidos para cada estabelecimento.
Não adie o acionamento do socorro para descobrir se consegue apagar o fogo. A decisão de intervir exige treinamento, equipamento e condições avaliadas para o risco; não existe um tempo de combate seguro que este roteiro possa estabelecer.
Quando encaminhar as pendências à Dig Fire
Para manutenção em São Paulo, reúna fotos das condições externas, identificação dos equipamentos e relatórios disponíveis. Informe também se houve uso, dano ou mudança no ambiente. Esses dados ajudam a definir o atendimento necessário, sem desmontar o equipamento para produzir o orçamento.
Para aquisição, compare as especificações indicadas para o local com o catálogo de equipamentos da Dig Fire, com venda e entrega para o Brasil. Na prevenção e combate a incêndio, a escolha do produto parte do risco e da documentação técnica do estabelecimento.
A mesma empresa vende e recarrega o extintor.
Fundada em 2003, a Dig Fire tem registro no Inmetro nº 001849/2012 para manutenção de extintores no mesmo endereço da loja, no Parque Regina, Zona Sul de São Paulo.


